História


Trem Metropolitano de Salvador
Resumo Histórico
Alexandre Santurian
24 de fevereiro de 1992

No trecho Salvador-Lobato a sinalização é semi-automática, com o pátio da Calçada e a entrada do Lobato dotados de chaves de intertravamento do tipo elétrico e interligados por uma seção de bloqueio semi-automático, com sinaleiros anões para os pátios e sinaleiros altos nas linhas principais. A sinalização do trecho Calçada-Lobato é realizada através de um operador na cabine de sinalização da Calçada e outro na pequeníssima cabine do Lobato. Desta última estação até Paripe os trens são licenciados por telégrafo em código Morse e pelo sistema de talão, com troca deste último em Periperi.

Material rodante 18 carros-motores GE / ACF (American Car & Foundry), construídos nos Estados Unidos em 1962. Cada um possui 2 cabines para o maquinista, 2 pantógrafos, comprimento de 17,8 m e largura de 2,8 m, numerados E-101 a E-118. Cerca de 9 destes carros vieram da SR-2 no início dos anos 80 para reforçar o sistema suburbano de Salvador. 31 carros-reboque Pidner

Até o início do ano passado, os trens de subúrbio eram formados por 2 carros-motores e 3 carros-reboque, num total de 5 carros por composição. Em virtude da fadiga do material rodante e para não forçar os motores de tração, os trens hoje possuem 2 carros-reboque, cada.

Como somente 6 carros-motores rodam simultaneamente no sistema, teoricamente restam 12 em reserva. Vários realmente estão sendo reformados, mas com as mesmas características técnicas e com muita lentidão. Faltam peças de reposição e recursos para acelerar estas reformas, e os trens rodam como podem.

Lotação por carro: 250 passageiros
Velocidade média comercial: 35 km/h
Tempo de viagem média Calçada-Paripe e vice-versa: 25 minutos
Intervalo mínimo entre trens: 20 minutos
Intervalo máximo entre trens:30 minutos

Horário de funcionamento: De Segunda a Sábado, das 5h00 às 22h30. Domingos e feriados os trens não circulam. A CBTU justifica que, quando os trens rodavam nesses dias, até há pouco mais de um ano atrás, a população sujava e depredava os carros quando voltava das praias do subúrbio, muitos visivelmente alcoolizados. Como o número de policiais ferroviários é insuficiente para fiscalizar adequadamente as estações e as composições, resolveu-se suspender as viagens nos domingos e feriados.

O sistema atual, projetado para uma demanda de 60.000 passageiros / dia, deixa muito a desejar, principalmente no tocante à qualidade do material rodante, em precário estado de conservação. Os passageiros viajam em veículos com portas quebradas, assentos arrancados, composições sujas, vidros quebrados e sistema de segurança danificado em conseqüência da falta de manutenção adequada e à depredação que os próprios passageiros provocam no equipamento. Este já está no limite de sua vida útil e a única solução seria a renovação de todo o material rodante. É bastante certo que o sistema de Salvador não está no rol de prioridades da CBTU.

Somente para exemplificar, todos os carros-motores não dispõem mais dos limpadores de parabrisa, pois a CBTU alega que a população os arranca, conseqüência da falta de educação de uma parte do nosso povo e da falta de policiamento nas estações. Quando chove, os maquinistas são obrigados a colocar suas cabeças para fora das janelas e correm o risco de levarem pedradas dos moleques que brincam à beira das linhas, principalmente no Lobato. É por isso que a maioria dos carros são equipados com grades nas janelas, para que o usuário não fique desprotegido.

 

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