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Quem vai cuidar de mim?

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Quem vai cuidar de mim?
Foto: Camila Souza

Nas últimas semanas de certa forma fomos “agraciados” com a entrega da nova Orla de São Tomé de Paripe e do Parque São Bartolomeu entre outras obras do Governo do Estado e Prefeitura. As duas instâncias de poder público voltaram seus olhos para a periferia que por muito tempo ficou esquecida.


Inegável que é de extrema necessidade novos equipamentos de lazer para nossa região, a questão maior agora é: o que acontecerá com todos esses novos equipamentos entregues? Quem vai cuidar de tudo isso, o Governo do Estado ou a Prefeitura? A resposta é: nenhum deles, e sim nós que utilizaremos as novas praças, parques, etc. Muitos podem achar desnecessário abordar esse assunto, mas, precisamos pensar que nós somos os principais responsáveis pelos espaços em que ocupamos e fazemos uso, sejam eles a nossa casa, a escola, ambiente de trabalho ou o bairro em que moramos.


Não tive a oportunidade de ir à entrega das obras da Orla em São Tomé, mas durante o evento do Parque São Bartolomeu, o que pude perceber foi que a população subúrbio compareceu em peso para a festa. Muita gente cantando, dançando, bebendo e no final na festa a lamentável cena de copos descartáveis, latinhas de cerveja entre muitos outros objetos espalhados pelo chão, esperando para serem jogados no lixo numa área de reserva ambiental. Imprescindível afirmar que o local dispunha de várias lixeiras e que as pessoas que trabalhavam no evento recolhiam o lixo dos baldes a todo momento, aí me vem na mente uma outra pergunta: porque custa tanto as pessoas acertarem o lixo no seu local de depósito?


Nesse caso, de que valem termos esses equipamentos ao nosso alcance se não somos capazes de cuidar? Reclamamos a todo tempo o esquecimento dos poderes pela periferia, da degradação dos bens públicos localizados em regiões onde a maioria da população tem baixa renda. Lutamos por mais opções de lazer e não há quem possa dizer que não temos direito, pois todos sabem (por mais que tentem nos negar) que temos sim direito de acesso ao lazer, à educação e saúde que são necessidades básicas de qualquer ser humano.