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Faixas elevadas são incorporadas na Avenida Suburbana

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A Prefeitura, através da Superintendência de Transito e Transporte de Salvador  (Transalvador), deu início à construção de 22 faixas elevadas, sendo onze em cada sentido da via, que tem cerca de 14 quilômetros de extensão
Foto: Milena Abreu/Agecom

Uma das vias que registra maior número de acidentes por alta velocidade em Salvador, a avenida Afrânio Peixoto, conhecida como Suburbana, está ganhando um instrumento que irá reforçar a segurança de pedestres que transitam diariamente pelo local. A Prefeitura, através da Superintendência de Transito e Transporte de Salvador  (Transalvador), deu início à construção de 22 faixas elevadas, sendo onze em cada sentido da via, que tem cerca de 14 quilômetros de extensão.
 

De acordo com o superintendente do órgão, Fabrizzio Muller, a ideia é que os condutores possam se conscientizar sobre a importância de respeitar as faixas de pedestres e trafegar obedecendo as normas de velocidade estabelecidas para a via tornando, consequentemente, o espaço mais humano. “A Suburbana é muito populosa, engloba diversos bairros, e nós buscamos proteger tanto a travessia dessas pessoas quanto dos frequentadores da nova ciclovia, por exemplo”, afirmou.


As faixas elevadas integram o projeto de requalificação da avenida que está em execução. A expectativa é que como o condutor precisa reduzir a velocidade para passar no local o número de acidentes seja reduzido. O equipamento, que possui caráter educativo, já é utilizado em pontos estratégicos da capital e podem ser reconhecidas nos bairros do Rio Vermelho e em Itapuã, e em algumas ruas internas de diversos bairros, como na Pituba.


Segundo dados presentados pelo Setor de Estatística e Acidentologia da Transalvador, apenas no ano passado foram registrados 17 acidentes com vítimas fatais na avenida. Outro dado que chama a atenção é o quantitativo de casos de acidentes sem morte registrados na Suburbana. Neste ranking a avenida ocupa o terceiro lugar entre as mais perigosas da cidade, tendo contabilizado, no ano anterior, pouco mais de mil ocorrências, permanecendo atrás apenas das avenidas Luís Viana (Paralela) e a Antônio Carlos Magalhães (Acm).


Apesar da redução de velocidade provocada pela travessia nas faixas elevadas, Muller garantiu que a fluidez no trânsito não será comprometida. “Estudamos bastante a região, os movimentos do tráfego em horários diversos, projetando a readequação da geometria viária, promovendo alargamentos e solucionando antigos gargalos, a exemplo do Largo do Luso”, destacou.
 

Além das faixas elevadas, dos fiscalizadores eletrônicos e agentes de trânsito, o órgão deu início este mês a campanha Maio Amarelo, que consiste em conscientizar motoristas e pedestres sobre um trânsito mais seguro.